Osborne Reynolds (1842-1912), físico britânico, estabeleceu o relacionamento numérico entre os fatores que determinam o tipo de fluxo: Laminar (Rey < 2.000), Transição (2.000 ≤ Rey ≤ 4.000) e Turbulento (Rey > 4.000)
O número de Reynolds (Rey)
Rey = ρ * v * d / μ
Só as unidades: (g/cm3) * (cm/s) * (cm) / (g/(cm*s)) = g/cm*s / g/cm*s = 1 (adimensional).
como ν = μ / ρ temos que Rey = v * d / ν
ρ [g/cm3] (rô) = densidade, massa específica ou massa volúmica do fluido, isto é, líquidos ou gases (tendência para boiar/afundar) = massa/volume. Conversão: 1 g/cm3 = 1000 kg/m3 = 1 kg/L. Exemplos: A massa volúmica do mel é 1,36 g/mL, a densidade do sangue é 1,05 g/cm3, a massa específica da água a 4 °C é de 1,03 g/cm3, nas CNTP, é de 1,00 g/cm3, a densidade do óleo é 0,9 g/cm3.
v [cm/s] = Velocidade média do escoamento. Conversão: 1 cm/s = 0,036 km/h.
d [cm] = Diâmetro interno da tubulação. Exemplos: Diâmetro interno da aorta = 2,5 cm; Diâmetro interno dos capilares = 2.500 cm.
μ [g/(cm·s)] (mi) = viscosidade dinâmica ou absoluta do fluido (fluido grosso/fino) é a propriedade que determina o grau de resistência do fluido à força de cisalhamento, ou seja, a dificuldade do fluido em escoar, ou ainda, a medida do atrito interno. Conversão: 1 g/(cm.s) = 0,1 N.s/m = 0,1 Pa.s. Exemplos: A μ da água é de 1,003*10-3N.s/m2; a do sangue é de 4*10-3 Pa.s = 0,04 g/(cm·s)
ν [cm2/s] (nu) = viscosidade cinemática do fluido é a razão entre a viscosidade dinâmica e a massa específica = densidade [g/cm3]/viscosidade dinâmica [g/(cm·s)]. Exemplos: A viscosidade cinemática do sangue = 26 cm2/s = 0,0026 m2/s = 26 Stokes. 1 Stokes = 1cm2/s.

Calcular o número de Reynolds e identificar se o escoamento é laminar ou turbulento em uma pessoa normal, sabendo-se que o diâmetro (d) do arco aórtico é de 2,5 cm, ou seja, área (A) = 3,14*(d/2)2 = 4,9 cm2 e que o Débito Cardíaco = 5.600 cm3/min, portanto a velocidade do fluxo tem que ser de 2.240 cm/min (DC/A), ou, aproximdamente v = 20 cm/s.